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Mãe de jovem acusado por agressões contra cão Orelha fala pela primeira vez: ‘Ele se confundiu’ | Brazil News Informa

Mãe de jovem acusado por agressões contra cão Orelha fala pela primeira vez: ‘Ele se confundiu’ | Brazil News Informa


Pela primeira vez desde a morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, a mãe do adolescente apontado pela polícia como suspeito das agressões se manifestou publicamente.

Em entrevista exclusiva ao Domingo Espetacular, da RECORD, exibida neste domingo (8), ela negou que o filho tenha agredido o animal e também rejeitou a acusação de que estariam planejando enviá-lo para fora do Brasil.


Mesmo assim, a Justiça de Santa Catarina determinou que a família entregue o passaporte do jovem em até 24 horas.

A decisão atende a um pedido da Polícia Civil, respaldado pelo Ministério Público, após investigadores receberem informações de que haveria intenção de saída do país.

Mãe de adolescente acusado por agressões contra cão orelha se manifesta pela primeira vez
Em entrevista exclusiva do Domingo Espetacular, a mãe do adolescente investigado negou qualquer participação do filho nas agressões, e também nega acusações de que ela teria tentado ocultar provas. Ela não foi identificada na entrevista.

A Polícia Civil afirma que a mãe tentou esconder um objeto que poderia ser relevante ao caso. Segundo os investigadores, o jovem chegou para prestar depoimento usando um boné e, em determinado momento, teria retirado o acessório e entregue à mãe, que o guardou dentro da bolsa.

A mãe contesta essa versão e diz que não houve intenção de esconder nada. “Fomos levados a uma sala com sete autoridades. Ele continuava com o boné, e eu pedi que o retirasse por respeito às autoridades”, alega.

Durante a abordagem policial, os agentes também encontraram um moletom preto na mala do adolescente. A mãe disse que a peça havia sido comprada nos Estados Unidos.

No entanto, ao analisar imagens de câmeras de segurança do dia das agressões ao cão Orelha, a Polícia Civil afirma que o jovem aparece usando o mesmo moletom.

A Polícia Civil afirma que o jovem apresentou versões contraditórias quando foi confrontado com imagens que mostravam o seu trajeto para a praia no dia das agressões.

“Um menino de 15 anos, depois de 30 dias, tem que fazer todo o passo a passo que ele fez. Ele simplesmente esqueceu e, inclusive, se confundiu”, contestou a mãe.

Câmeras de segurança revelam trajeto de grupo de adolescentes e do cão orelha
A investigação se baseia principalmente em câmeras de segurança do dia 4 de janeiro, véspera da morte de Orelha.

As imagens mostram que, por volta das 5h18, Orelha saiu das casinhas acompanhado da cadela Pretinha em direção à praia.

Às 5h25, dois adolescentes, entre eles o jovem suspeito, aparecem descendo para a areia por um acesso de condomínio, vestindo moletom preto e boné.

A polícia afirma que as agressões teriam ocorrido por volta das 5h30, mas não há câmeras voltadas diretamente para o local nesse intervalo. Às 5h58, o adolescente é visto retornando da praia com uma amiga.

Mais tarde, às 6h32, Orelha aparece andando lentamente próximo a lixeiras e seguindo para o gramado de um condomínio. Para os investigadores, nesse horário o animal já havia sido agredido. Ele permaneceu deitado no local até cerca de 7h06.

O cachorro só foi encontrado na tarde do dia seguinte por uma moradora, que o levou enrolado em um lençol ao veterinário após notar sangramento pela boca e nariz. Orelha morreu em 5 de janeiro.

Próximos passos

A Polícia Civil espera concluir, até a metade desta semana, a análise dos celulares apreendidos para verificar se outros adolescentes tiveram envolvimento nas agressões ou em outros atos infracionais relacionados ao caso.


Fonte: nd+

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