Publicidade

Lula anuncia Haddad, Rui Costa, José Múcio, Dino e Mauro Vieira como ministros do futuro governo | Brazil News Informa

Lula anuncia Haddad, Rui Costa, José Múcio, Dino e Mauro Vieira como ministros do futuro governo | Brazil News Informa

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou nesta sexta-feira os nomes dos primeiros ministros de seu governo. Lula confirmou o nome do ex-ministro Fernando Haddad (PT) para o comando do Ministério da Fazenda, o governador da Bahia Rui Costa (PT) para a Casa Civil, o senador eleito Flávio Dino (PSB), na Justiça e Segurança Pública, e José Múcio Monteiro, que não tem filiação partidária, na Defesa. O ex-chanceler no governo Dilma Mauro Vieira chefiará o Itamaraty.

O presidente eleito decidiu antecipar o anúncio da primeira leva de ministros. Na semana passada, o ele afirmou que só revelaria o nome dos primeiros auxiliares após a cerimônia de diplomação, marcada para segunda-feira.

— Tomei a decisão de apresentar alguns ministros e semana que vem eu apresentarei mais um pouco de ministros, e depois apresentarei mais — afirmou Lula. — Possivelmente no domingo eu vou ter uma conversa ara definir quantos ministérios nós vamos ter, quais secretarias vamos ter. Na segunda-feira, depois da diplomação, eu vou tratar de terminar a montagem do nosso governo

O presidente disse ainda que terá reunião com os novos comandantes das Formas Armadas:

— Tomei a atitude de indicar o companheiro Rui Costa para a Casa Civil. Tomei a atitude de indicar o Zé Múcio, grande companheiro, meu ministro. Vou ter reunião com ele e os comandantes depois do jogo do Brasil para discutir o futuro do nosso país

Sobre o Ministério da Fazenda, Lula disse que Haddad terá a incumbência de montar a equipe.

— É preciso que algumas pessoas comecem a trabalhar para montar o governo. Tomei a decisão de escolher Fernando Haddad como ministro da fazenda e tem incumbência de ter de montar sua equipe — disse.

Segurança Pública

Com os anúncios, Lula quer acelerar o processo de transição em áreas sensíveis como Economia, Defesa, Justiça e Segurança Pública.

— A tarefa que lhes foi incumbida (aos ministros indicados hoje) será sempre mais difícil do que a tarefa que já cumpriram — disse.

Haddad para a fazenda e Rui Costa para a Casa Civil estão entre os primeiros escolhidos
O anúncio aconteceu no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília, onde atua a equipe de transição de governo.

Lula disse que o Ministério da Segurança Pública pode ser criado no futuro, mas que antes Dino terá a missão de "consertar" os problemas da pasta. O presidente eleito citou problemas na Polícia Federal e na Polícia Rodoviária Federal.

— O companheiro Flávio Dino tem a missão de primeiro consertar o Ministério da Justiça. vamos primeiro arrumar a casa, depois vamos começar a trabalhar a necessidade de criar o ministério da Segurança Pública.

Balanço da transição

Antes da entrevista de Lula, o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin, coordenador da transição, fez uma espécie de balanço, informando como atuaram os grupos de transição durante as últimas semanas.

— O relatório final terá um diagnóstico de cada área, alertas para os primeiros meses de governo. As emergências orçamentárias, sugestões de revogações em cada área, propostas de estrutura para cada área e ações prioritárias — declarou Alckmin.

Ao comentar o assunto, Lula disse ter sido a transição "mais democrática" da história das transições de governo no país.

— Quando a transição terminar vamos tentar com a maior seriedade e sobriedade apresentar para a sociedade brasileira o que encontramos como resultado do atual governo, sem precisar fazer show de pirotecnia. Queremos que a sociedade saiba como está a saúde, a educação, o SUS, a Ciência e Tecnologia, a situação dos aposentados, e dos trabalhadores, para que a sociedade saiba, porque se não apresentarmos agora estará nas nossas costas os desmandos feitos pelo atual governo — disse.

Na semana passada, Lula chegou a dizer que só iria anunciar os nomes dos futuros ministros após a diplomação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcada para o próximo dia 12.

Fonte: O Globo



Postar um comentário

0 Comentários