
Ao menos quatro deputados federais de diferentes partidos se posicionaram em redes sociais pedindo desculpas aos eleitores e alegando arrependimento por votar a favor da PEC da blindagem, aprovada na Câmara na última terça-feira (16). Após seus votos a favor, eles foram cobrados por eleitores.
Foram eles:
Em vídeos ou notas, eles tentaram se explicar.
Irmão do prefeito do Recife e presidente nacional do PSB, João Campos, o deputado federal Pedro Campos gravou um vídeo e afirmou que não só mudou de opinião, como decidiu entrar com um mandado de segurança no STF (Supremo Tribunal Federal) contra a votação.
O petista Merlong Solano fez um texto para "pedir desculpas ao povo do Piauí e, em especial, ao Partido dos Trabalhadores, partido que ajudei a construir, pelo grave equívoco que cometi ao votar favoravelmente ao texto-base da PEC das Prerrogativas".
O sergipano Thiago de Joaldo alegou que "vergonha é insistir no erro; coragem é assumi-lo de frente e lutar para consertar".
A goiana Sylvie Alves afirmou que votou a favor da PEC porque "disseram que eu sofreria retaliações". "Eu não sei de que forma, mas acabei cedendo. Fui covarde", disse.
Sobre a PEC
A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) foi aprovada por 353 votos a 134 no primeiro turno e 344 a 133 no segundo. Eram necessários, pelo menos, 308 apoios em ambos. Ela agora será analisada pelo Senado.
A proposta altera o artigo 102 da Constituição, que estipula que compete ao STF processar e julgar, "nas infrações penais comuns, o presidente da República, o vice-presidente, os membros do Congresso Nacional, seus próprios ministros e o procurador-geral da República".
A PEC aprovada diz que parlamentares "não poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável, nem processados criminalmente, sem prévia licença de sua Casa". Ou seja, a abertura de ações penais contra deputados e senadores dependeria de autorização da Câmara ou do Senado.
Na redação, ainda foi incluído foro especial a "presidentes nacionais de partidos políticos com representação na Câmara", mesmo que eles não sejam deputados nem senadores. É o caso, por exemplo, de Antonio Rueda, do União Brasil, e Valdemar Costa Neto, do PL.
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