Como saber se o cachorro está com febre: sinais, sintomas e medição | Brazil News Informa

A febre em cachorros, assim como em humanos, é um sinal de alerta de que o organismo está combatendo algum problema, como uma infecção ou uma inflamação. Identificar esse sintoma de forma rápida e correta é um dos principais desafios para os tutores, pois os cães não conseguem comunicar verbalmente o que sentem.
A observação atenta do comportamento do animal é a principal ferramenta para perceber que algo não vai bem. Mudanças nos hábitos, como a perda de apetite ou o desânimo para brincar, são frequentemente os primeiros indicativos de que a saúde do pet pode estar comprometida.
Embora existam crenças populares sobre como verificar a temperatura, como a do focinho seco e quente, a única forma precisa de confirmar a febre é por meio da medição com um termômetro. Saber realizar esse procedimento de forma segura em casa pode ser fundamental para uma primeira avaliação.
Compreender qual é a temperatura normal de um cão, reconhecer os sintomas associados à febre e saber quando procurar ajuda profissional são ações essenciais.
Entenda a temperatura corporal normal de um cachorro
O primeiro passo para identificar a febre é saber qual é a temperatura corporal normal de um cão. Diferentemente dos humanos, cuja temperatura normal gira em torno de 36,5°C, os cachorros são naturalmente mais quentes. A temperatura retal de um cão adulto saudável, em repouso, varia entre 37,5°C e 39,3°C.
Por essa razão, um cão que parece “quentinho” ao toque nem sempre está com febre. Considera-se que o animal está em estado febril quando sua temperatura ultrapassa os 39,3°C. Essa elevação é uma resposta de defesa do sistema imunológico, que aumenta a temperatura para criar um ambiente hostil para vírus e bactérias.
É importante notar que uma temperatura acima de 41°C é considerada febre alta e representa um risco para o animal, podendo levar a danos em órgãos vitais. Portanto, a medição precisa é fundamental para avaliar a gravidade da situação.
Como os cães não podem expressar verbalmente o mal-estar, eles demonstram a febre por meio de uma série de sinais comportamentais e físicos. O mais comum e facilmente perceptível é a apatia ou letargia. Um cão que normalmente é ativo e brincalhão, mas que de repente se mostra desanimado, sonolento e sem interesse em suas atividades favoritas, pode estar febril.
Outro sinal importante é a perda de apetite. A recusa em comer, mesmo que seja seu petisco preferido, é um forte indicativo de que algo não vai bem. Aliado a isso, pode ocorrer um aumento na ingestão de água, como uma tentativa do organismo de se resfriar e combater a desidratação.
Fisicamente, além de um corpo mais quente que o normal ao toque, especialmente nas orelhas e na barriga, outros sinais podem incluir tremores, mesmo que o ambiente não esteja frio, olhos avermelhados e um aumento na frequência respiratória, com o cão ofegante mesmo em repouso.
A importância de observar os hábitos do seu cachorro
O tutor é a pessoa que melhor conhece os padrões de comportamento de seu animal de estimação. Por isso, a observação atenta da rotina diária do cão é a ferramenta mais poderosa para a detecção precoce de qualquer problema de saúde, incluindo a febre.
Preste atenção a mudanças sutis nos hábitos do seu cão. Ele está dormindo mais do que o usual? Sua interação com a família diminuiu? Ele está se escondendo ou evitando o contato? Qualquer alteração significativa no comportamento normal do pet deve ser vista como um sinal de alerta.
Anotar essas mudanças, juntamente com a observação de outros sintomas, como vômitos ou diarreia, fornece informações valiosas para o médico-veterinário. Esses detalhes ajudam o profissional a direcionar a investigação e a chegar a um diagnóstico mais rápido sobre a causa da febre.
Passo a passo: como medir a temperatura do cachorro de forma segura
A medição da temperatura é a única forma de confirmar a febre e sua intensidade. O método mais preciso e recomendado para ser feito em casa é a aferição da temperatura retal com um termômetro digital.
Para realizar o procedimento de forma segura, é ideal ter a ajuda de outra pessoa para acalmar e segurar o cão. Lubrifique a ponta do termômetro com vaselina ou um lubrificante à base de água. Com o cão em pé ou deitado de lado, levante suavemente sua cauda e insira a ponta do termômetro cerca de dois a três centímetros em seu reto.
Segure o termômetro no lugar até que ele emita o sinal sonoro indicando o fim da medição. Retire-o com cuidado, faça a leitura e higienize-o completamente. É fundamental que esse termômetro seja de uso exclusivo do animal. Termômetros de orelha ou de infravermelho não são recomendados para cães, pois podem apresentar leituras imprecisas.
O que fazer se a febre for alta ou persistir
Ao confirmar que o cachorro está com febre, a primeira e mais importante medida é entrar em contato com um médico-veterinário. A febre é sempre um sintoma de uma causa subjacente, que precisa ser diagnosticada e tratada corretamente.
É fundamental que o tutor nunca medique o animal por conta própria. Medicamentos antitérmicos de uso humano, como o paracetamol e o ibuprofeno, são altamente tóxicos para os cães e podem causar intoxicação grave e até a morte. Apenas um veterinário pode prescrever a medicação e a dosagem corretas.
Enquanto aguarda a orientação profissional, o tutor pode tomar algumas medidas de suporte para ajudar a aliviar o desconforto do animal. Ofereça água fresca em abundância e mantenha o cão em um ambiente fresco e tranquilo. A aplicação de toalhas úmidas com água em temperatura ambiente nas patas e na barriga também pode ajudar a baixar a temperatura gradualmente.
Febre em filhotes e cães idosos: cuidados especiais
Os extremos de idade, filhotes e cães idosos, são grupos que exigem uma atenção especial em casos de febre, pois são mais vulneráveis a complicações.
Nos filhotes, o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento, o que os torna mais suscetíveis a infecções graves. Uma febre em um filhote pode evoluir rapidamente e, por isso, a busca por atendimento veterinário deve ser imediata, sem espera.
Nos cães idosos, a febre pode ser um sinal de descompensação de doenças crônicas já existentes ou o sintoma de uma nova condição que seu sistema imunológico debilitado tem mais dificuldade para combater. A febre representa um estresse maior para o organismo de um cão mais velho, exigindo uma investigação rápida de sua causa.
Quando procurar um veterinário imediatamente
Qualquer quadro de febre em um cachorro justifica, no mínimo, um contato telefônico com um médico-veterinário para orientação. No entanto, existem situações que são consideradas emergências e que exigem o atendimento imediato.
A principal delas é a febre alta, com a temperatura ultrapassando os 41°C. Esse nível de hipertermia pode causar danos a órgãos internos e deve ser tratado como uma emergência.
Além da temperatura, a presença de outros sintomas graves junto à febre também indica a necessidade de atendimento urgente. Se o cão apresentar dificuldade para respirar, vômitos ou diarreia persistentes, convulsões, letargia extrema ou sinais de dor intensa, ele deve ser levado imediatamente a uma clínica ou a um hospital veterinário.
Fonte: Pronatec
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